Quinta-feira, 09 de Abril de 2009

 

Após a 1ª Guerra Mundial, o exército grego ocupa, durante três anos, a região da Anatólia.
Num registo cadenciado, sem altos e baixos, o autor descreve as relações entre os elementos de diferentes patentes de uma brigada grega que se perdeu no meio da guerra e é perseguida, ou pelo menos assim o pensam, pelo exército turco.
Todos eles, desde o brigadeiro ao padre, têm um fantasma comum: o massacre.
Quando parece ao leitor que a narração encravou, um aviador militar cai do céu. A história tem um segundo arranque.
A brigada chega a uma cidadezinha, e aí aparecem mais personagens: o Presidente da Câmara, o mestre-escola, a prostituta francesa, o merceeiro… Também estas são caracterizadas ao mais ínfimo pormenor, com uma simplicidade incrível. Tudo flui naturalmente.
Nesta cidade há ainda um esgoto a céu aberto, que separa a população muçulmana.
Há duas presenças constantes: o pó e o cão do padre.
Por fim, e como que por um passe de magia, aparece o mar. Esse mar que desde o início é a bóia salvadora. Será realmente a bóia salvadora? Para alguns veio tarde demais, e outros descobrem outras bóias.

É um livro metafórico que obriga o leitor a estar atento e reflectir.

M.T.



publicado por I.M. às 16:24
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