Domingo, 11 de Janeiro de 2009

 

Um bom tecido não serve só para aquecer. Um bom tecido pode ser uma obra de arte. Um bom tecido pode contar uma história...

Tal como um tecido fino, esta história balança entre a força e a delicadeza. É uma elegante história de uma rapariga à procura do sentido da sua vida, que lhe ensina a dor e, ao mesmo tempo, muito acerca da arte da tapeçaria no século XVI, na Pérsia.

Envolto em simplicidade, o livro mergulha o leitor num tempo onde a mulher apenas vale pela sua virtude. Onde nascer mulher se converte em maldição.

Tal como um tapete, a narrativa é rica em personagens e acontecimentos, em lugares e em aromas que se entrelaçam com técnicas de desenho de tapeçarias, trazendo até nós o realismo de Isfaham.

Por outro lado, sete histórias das Mil e Uma Noites entretecem-se com a narrativa principal - como fios de um tapete - ajudando a criar a impressão de uma cultura de longa herança...

A autora tece uma tapeçaria única, juntando cores, esquemas e desenhos inerentes à própria natureza humana. Nó a nó, este tapete vai revelando um desenho de contradições: perda e amor, egoísmo e traição, beleza e pureza, traição, perdão e redenção.

O leitor, esse, já rendido, deixa-se prender até ao último ponto pela prosa poética que os seus olhos não conseguem evitar.



publicado por I.M. às 15:12
Em torno de livros e escritos. À volta de histórias e estórias...
Na Prateleira...
Shelfari: Book reviews on your book blog
Estou a ler...

Steven Saylor, Empire

pesquisar neste blog
 
links