Sexta-feira, 08 de Maio de 2009

Hoje, ao falar com uma colega, este livro veio à baila. Tinha-a tocado bastante e ficámos ali um pouco a conversar.

Já o li há algum tempo e, como gosto de Nietzsche... Cá ficam as minhas impressões em pinceladas incertas.

 

"E se?... É deste jogo que parte a história. Neste caso, "E se?" é a consideração do que aconteceria se Breuer tratasse Nietzsche. As personagens são reais, fazendo deste um romance histórico - Razão pela qual o texto oferece ao leitor interessantes incursões na personalidade do filósofo...

Enquanto se desenvolvia a teoria psicanalítica relacionada com a histeria, a obra explora a sua relação com outra condição: o desespero existencial da civilização ocidental do século XIX.

Por isso, a fórmula básica do romance consiste em colocar em conjunto o futuro "doutor da histeria" com o futuro "doutor do desespero". Esta fórmula permite ao autor colocar uma série de interessantíssimas questões sobre a filosofia existencial, a psicanálise e o lugar da ciência na vida humana.

Outro ponto forte da obra reside no poder da descrição. Viena é descrita não só visualmente, mas também cultural, politica e cientificamente.

É um livro emocionante (e emocional) que traz à vida um dos maiores pensadores do século XIX. Assim, para quem não está familiarizado com a filosofia de Nietzsche, esta é uma boa introdução ficcional ao homem e ao seu pensamento.

Através de um romance histórico, o autor oferece-nos um thriller psicológico brilhante, no qual encontramos alguns temas que lhe são caros (como a libertação pela palavra ou o manipulador manipulado). Sem uma palavra da teoria psicanalítica, Yalom põe em cena todos os elementos clássicos de uma análise...

Comovente, Quando Nietzsche Chorou faz-nos interrogar e remete-nos para as nossa próprias fraquezas...



publicado por I.M. às 14:55
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