Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Um dia, há muitos anos caiu-me no colo um livro leve e ligeiro. Vinha de uma pradaria de flores azuis e, talvez por isso,  cativou-me de imediato. Nunca mais esqueci aquela história, que seria levada, mais tarde, ao cinema.

Hoje ofereceram-me um dos presentes que mais aprecio: um marcador de livros. De repente, ao analisá-lo com calma, dei por mim a pensar naquela belíssima história...

 

A intriga, aparentemente, é banal: um fotógrafo, uma dona de casa, um calor do Verão de Iowa e uma  história de amor  breve e apaixonada (e apaixonante) nas pontes de Madison County.

O autor escreveu um romance fácil, sem grandes pretensões de estilo, com as descrições necessárias e um número de adjectivos que não ultrapassa os estritamente necessários. Mas para lá desta simplicidade aparente, o livro encerra uma essência muito própria, dando lugar a uma história de amor dirigida a todas as sensibilidades.

Confeso que não estamos perante uma obra prima. A obra não estava destinada a ser um clássico da literatura. O que me encanta é a paleta de cores (como no marcador) que variam numa escala quase infinita...

O que me atrai, é que esta história é um pretexto para se dar lugar a uma reflexão sobre o significado da felicidade ou a impossibilidade de a alcançar. Isto num mundo - o de hoje - onde se acredita que a felicidade não se constrói, encontra-se de forma gratuita...

No fundo, o livro tem como disjuntiva fundamental a renúncia ao amor e à felicidade (pelo menos à ideia de amor, à possibilidade de felicidade), ou a renúncia ao costume, à tranquilidade e à obrigação de uma vida feita através do casamento.

O amor pode ser, então, uma ideia. A felicidade sempre uma possibilidade...mas, talvez, também muito mais do que um desejo...



publicado por I.M. às 17:17
eheheheh

Finalmente!!!!

Mas, e só desta vez, também adorei o Filme. Não porque seja feito a partir do livro...mas sobretudo porque é uma lição de interpretação tanto da Meryl Streep quanto do Clint Eastwood!!!!
O livro ...um assombro de sentimentos !!!
Já agora...aconselho a não ler " Regresso a Madyson County"!!! Porquê? Porque as sequelas perdem geralmente o fulgor da obra inicial!!!!

Bjkas!
avelaneira florida a 14 de Novembro de 2009 às 21:18

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