Domingo, 18 de Janeiro de 2009

 Há histórias que não provêm de pradarias de flores azuis. Vêm de memórias recônditas, onde o pó de mil caminhos deixa traços leves e vagos. Impressões de um momento...

 

 

Veio do fim do tempo, onde ventos vermelhos se cruzam com aromas de jasmim e açucenas.

Chegou numa tarde de Outono, à hora em que o sol vai beijando as videiras das encostas em jeito de despedida. Videiras maduras, prontas. De braços erguidos a suplicar esse último beijo...

Sem passado nem futuro, vivia o presente. Sem tempo e sem espaço, construía desenraizadamente um lugar imaginário...

Absorto contemplou o mundo. Do alto da colina sobranceira ao mar, ficou a ver a tarde que desaparecia no embalo da brisa. Não ficou muito tempo. Apenas o lapso do momento em que criou, de mãos abertas, a estrela da noite...

Partiu.

Tão silenciosamente como chegara.

Da sua passagem restou a estrela. A estrela!

A magia da luz que trazia na mão fechada...

I.M.



publicado por I.M. às 14:19
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