Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Gosto de romances históricos. Se forem bem escritos, claro.

Ao passear pela minha biblioteca reencontrei este "velho amigo". Li-o num Inverno frio, mas aconselho-o numa sombra agradável de um Verão quente... depois de se ter visitado um Mercado Medieval (ou, quem sabe, como inspiração para tal).

 

A vida de um romencista não deve ser fácil! Muito menos quando se encontra perante as mil dificuldades inerentes a um romance histórico. Reconstituir o ambiente do passado, com toda a correcção, não é tarefa simples. Para além de ser um tempo que vem de longe, é - em certa medida - um tempo "estrangeiro" que chega com  as suas particularidades...

Valeria Montaldi parece ter superado todos estes obstáculos e escreveu uma obra onde a acção prevalece sobre tudo, os factos se sucedem e o medievo invade...

A obscuridade, e não só pelo efeito do tempo, ofusca o brilho da realidade. E o realismo impera: nomes, lugares, usos e costumes convergem para a autenticidade do tempo. Esse tempo que vem de longe... Castelos, caminho sinuosos e bosques impensáveis criam a magia autêntica de um tempo que já foi, mas que continua a ser... Este realismo confirma-se na linguagem que, em alguns momentos, é crua e fere. Mas, do meu ponto de vista, está claramente ao serviço do eterno tema da miséria da humanidade que, na Idade Média, como hoje, constituía a realidade quotidiana.

As personagens, ricas e múltiplas, exemplificam as várias camadas sociais existentes, movendo-se em torno do fio condutor da história - a lenda da aldeia perdida de Felik...

Um romance muito interessante e agradável que conjuga, de maneira extraordinária, a lenda e a História numa leitura difícil de interromper.

Uma sombra aprazível...um chá gelado...e o desafio para que cada um de nós parta em busca desta aldeia perdida.

 



publicado por I.M. às 09:38
Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

 

 
Prometi a mim própria ler alguns escritores clássicos e, é claro, entre eles encontram-se os Russos dos finais do século XIX. De Tolstói ainda só li três (Anna Karénina, A Morte de Ivan Ilitch e a Sonata de Kreutzer).
 
Uma novela fascinante onde, praticamente num monólogo, são feitas reflexões sobre o sexo, o amor, o casamento, o ciúme, a maternidade, a emancipação da mulher, o adultério …
É uma novela escrita nos finais do século XIX, mas que coloca questões intemporais: 
          -  Afinal o que é o amor?
“ … as mulheres sabem muito bem que o amor mais sublime, dito poético, não depende das qualidades morais mas da intimidade física e, além disso, do penteado, da cor e do modelo do vestido.”
       - O homem “devasso” caracterizado no texto existiu, existe e sempre existirá.
        - As eternas discussões conjugais provocadas pelo lado irracional (ou não) com algum sadismo à mistura infelizmente tão presentes em alguns casais.
O Casamento é um tema sempre presente nas obras de Tolstói (pelo menos nas que li).
 

Com grande pena minha li-o em três horas

 

M.T.



publicado por I.M. às 09:28
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