Sábado, 25 de Setembro de 2010

Não é uma das minhas escolhas de eleição, mas li o livro porque me foi recomendado. Não sou grande fã de moda e fiquei indecisa quanto à leitura. Mas depois achei original contar uma história a partir de roupa. Por isso, decidi-me. Não me arrependi, apesar de não fazer exactamente o meu estilo. Deixo as minhas impressões, mas ressalto o facto de me ter desgostado a tradução e alguns erros que vão polvilhando o texto.

 

À primeira vista este parece um daqueles  livros classificados como “literatura para mulheres” (se é que isso existe). Mas não é bem assim. Embora haja alguns elementos românticos, os principais temas são a tristeza, a perda e a amizade. E o tema central é mesmo a relação que se desenvolve entre duas desconhecidas. Cada uma delas lida com o peso das suas emoções, utilizando a autora as roupas vintage como pretexto para nos oferecer essas histórias.

E foi a história de Thérèse que me cativou. Mais uma vez, vi-me envolvida no lado escuro da Segunda Guerra e nas cicatrizes que ela deixou…

O romance corre a um ritmo que não se contenta com o presente. Passado e futuro vão irrompendo num estilo que flui com leveza e de modo agradável. Curiosamente, na história sobressaem as histórias da moda vintage que se torna intrigante porque tem… uma história. As descrições desse mundo são bem conseguidas e os vestidos e acessórios ganham vida e brilho e glamour mesmo diante dos nossos olhos.

Sem ser uma obra-prima da Literatura é um romance quase polifónico, no qual as personagens se cruzam, se encontram, se esquecem e se reencontram…

 



publicado por I.M. às 17:56
Sábado, 18 de Setembro de 2010

Li, nas férias, em espanhol, este livro. Penso que ainda não está editado entre nós. Decidi falar sobre ele porque toca um tema muito em voga nos dias de hoje: a Internet e o que ela pode trazer consigo. É um livro fresco e de leitura fácil. Confesso que me deixou a pensar um pouco mais no poder que a “Net” tem e em como isso pode afectar as nossas vidas.

 

Têm um e-mail. E é um e-mail de alguém que não conhecem. Duas ou três linhas e um remetente enganado… Bem poderia ser o início de uma bela história de amor…

Achei o romance original. O autor, um austríaco, ressuscita o género epistolar com um inteligente diálogo electrónico. Assim, a história está narrada em formato de correio electrónico.

E engana-se aquele que pensa que mais de 250 páginas de e-mails são uma tortura. Pelo contrário, temos um romance vivo e dinâmico que se lê num fôlego e capta toda a nossa atenção. A originalidade da história aliada ao divertimento que a caracteriza acaba por nos prender.

Um romance simples, carregado de muito sentimento, salpicado levemente de humor e que tem como ponto forte a definição das personagens. No entanto, esta simplicidade esconde questões que provavelmente nos colocamos: até que ponto nos podemos relacionar na Internet? Quais são os limites? De que modo é que isso nos afecta? De forma interessante, o autor consegue fazer-nos reflectir sobre o melhor e o pior que nos podem oferecer as relações virtuais.

Mas não é só isso. Leva-nos a pensar que uma história semelhante à de Leo e Emmi pode acontecer a qualquer um de nós.

Não é uma obra-prima da Literatura, mas é óptima para quebrar as outras leituras mais sérias… A mim foi-me difícil fechar o livro enquanto não cheguei ao fim. Quando terminei, pensei para comigo “Contra el Viento del Norte – O amor nos tempos do e-mail”.



publicado por I.M. às 14:55
Domingo, 12 de Setembro de 2010

É um livro pequenino que se lê de um fôlego. Foi também uma das minhas (poucas) leituras de férias. Como sou viciada em livros, quando li a sinopse deste não consegui resistir.

Deixo as minhas impressões sobre o texto…


O livro fala das loucuras provocadas pelos livros e pela sua leitura massiva (imaginem o efeito que isto teve em mim…). Loucuras que podem conduzir a acidentes, a obsessões ou mesmo à construção de casas, de papel impresso, à beira-mar… Mas também fala dos livros como paixão e como motor vida (tal como eu gosto!).

A originalidade da história cativou-me e, de repente, dei comigo a registar passagens inesquecíveis sobre o mundo da literatura e do livro. Foi pura sedução!

Com um aspecto minimalista, A Casa de Papel é uma metáfora que eleva o valor da leitura e nos conduz à descoberta do que se pode fazer com um livro nas mãos no meio do nada.

Por outro lado, de forma muito interessante, o autor faz-nos pensar nos comportamentos excessivos e questiona a linha invisível que marca a diferença entre quem é considerado louco e quem é considerado normal... Faz-nos pensar também que a biblioteca que vamos construindo é uma vida, mais do que um somatório de livros…

Damos um mergulho no universo dos leitores assíduos, através de palavras bem escolhidas e prudentemente medidas. Li, neste texto, passagens sobre livros, bibliotecas e magia das palavras que tão depressa não vou esquecer.

A Casa de Papel é, assim, um tesouro para leitores, sonhadores e roedores de livros…



publicado por I.M. às 10:42
Domingo, 05 de Setembro de 2010

As férias terminaram e é tempo de voltar às minhas impressões sobre algumas das coisas que vou lendo.

Aproveito para desejar a todos os que por aqui passam um bom recomeço e deixo duas notas para os interessados: O Contador de Histórias é publicado entre nós este mês. O mesmo acontece com O Feitiço da Lua da Sarah Addison Allen (cujo post  publiquei em Abril de 2010 com o título original -The Girl Who Chased the Moon) . Basta estar atento…

Ao contrário do que costuma acontecer, não li muito durante este período de paragem. Hoje vou destacar Um Instante de Amor. Caiu-me nas mãos quando percorria os escaparates à procura de qualquer coisa para ler. Duvidei, mas gostei das cadeiras vazias da capa. Lembravam-me o descanso de que tão desesperadamente estava a precisar. E comprei-o. Foi, de facto um instante… de leitura.

 

O livro é quase uma saga familiar de três gerações e gira em torno da figura da Avó, uma mulher que sofre… de mal de amor.

A história tem uma frescura e uma leveza com as quais se passa da realidade ao sonho de modo cativante, colhendo imediatamente a simpatia do leitor. Este deambula sobre as linhas do texto para chegar a uma conclusão que não antecipava, mas que é um verdadeiro rasgo de genialidade.

A narrativa é variada e desperta o interesse de quem lê, talvez graças ao estilo de escrita da autora, uma espécie de língua falada e, por isso, de grande eficácia.

Deste modo, a narração passeia-nos – quase sem darmos conta - pelo curioso mundo da Avó e pelo carismático cenário que o envolve: a sociedade semi-rural da Sardenha durante a Segunda Guerra Mundial. Com uma prosa simples e directa Milena Agus implica-nos na eterna busca da Avó e nesse encontro, tão idealizado como esperado, com o Amor. Encontro que transformará a sua vida e modificará o destino de todos os que a rodeiam, desembocando nesse final surpreendente que nos revela o verdadeiro sentido desta história diferente.

Um livro que recomendo para uma tarde quente, numa cadeira confortável, ao sabor de uma brisa fresquinha e de um chá gelado…



publicado por I.M. às 09:41
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