Quarta-feira, 30 de Março de 2011

Tenho recebido alguns comentários a perguntar onde adquiri The Peach Keeper da Sarah Addison Allen . Cá fica o esclarecimento: comprei o exemplar na Amazon.



publicado por I.M. às 22:38
Domingo, 27 de Março de 2011

Chegou o novo livro de Sarah Addison Allen. Comprei-o de imediato e li-o em inglês. Não consegui esperar que ele fosse traduzido.

Comecei a lê-lo no dia em que saiu e não fui capaz de parar. Perdi-me nele, no mundo de Allen. Um mundo cheio de mistério, amor e magia. Conseguem imaginar melhor sítio para nos perdermos?

 


Sarah Addison Allen dá-nos as boas vindas a Walls of Water, North Carolina, onde os segredos são mais espessos do que a névoa criada pelas famosas quedas de água da cidade. Estão lançados os dados para outra história mágica numa cidade igualmente mágica que desejamos nunca deixar.

 

 

Mais uma vez, no seu estilo muito pessoal, a autora tece uma história de amizade(s) e ensina-nos que a felicidade é um risco…

O universo criado no livro, à semelhança dos dos  anteriores romances, parece-nos uma casa  acolhedora e mágica onde nos podemos enroscar num cantinho… Sarah mistura a história local, o thriller misterioso e o realismo mágico. Ler o livro é como uma chávena de chocolate quente num dia gelado. A escrita é deliciosa e leva-nos numa viagem com personagens que saltam da tinta das letras impressas e ganham vida. Como os fantasmas da história… Uma viagem na qual somos participantes activos. E vale sempre a pena! As superstições andam à solta e, no final, nunca mais vamos ouvir um sino, uma campainha,  ou comer um pêssego da mesma maneira.

De novo, a autora escreveu sobre a amizade, a lealdade, segredos profundamente escondidos e confiança. Mas faz-nos, essencialmente, reflectir sobre a importância de acarinhar antigas amizades, de criar novas amizades, de perdê-las e encontrá-las. De como ser verdadeiro consigo próprio é a única forma de se ser verdadeiramente amigo de alguém…



publicado por I.M. às 18:23
Segunda-feira, 21 de Março de 2011

Hoje comemora-se o Dia Mundial da Poesia. Não podia deixar passar a data em branco. Por isso, a todos os poetas presto a minha homenagem.

 

 

O Poeta é um Guardador

 

o poeta é um guardador

guarda a diferença
guarda da indiferença

no incerto
guarda a certeza da voz

Ana Hatherly, in Um Calculador de Improbabilidades



publicado por I.M. às 09:17
Terça-feira, 08 de Março de 2011

O título foi a minha perdição. Adoro histórias e adoro ouvir contar histórias. E contar um filme é contar uma história… Fiquei rendida e não pude evitar um sorriso nostálgico. Veio-me à memória a minha infância quando ouvia contar histórias de filmes (e de teatro) em noites quentes de Verão ou junto à fogueira no Inverno. Depois, contava-as eu aos amigos. E era uma aventura! Hoje, por ser o Dia Mundial da Mulher, deixo as minhas impressões sobre uma menina que se tornou mulher à força da vida e à força das histórias...

 

Muito se diz sobre a forma como a ficção enriquece a vida daqueles que dela se alimentam. Também esta ideia assoma nesta novela curta: a vida de María Margarita, pautada pela miséria e pelo alcoolismo do pai, é resgatada pelos filmes que conta. No entanto, essa mesma ficção transformará a sua vida. Uma vida que se tornará pura nostalgia do que podia ter sido e não foi… Mas afinal, não é esse o efeito que algumas das ficções mais memoráveis têm em nós? Tiram-nos do nosso quotidiano durante uma horas ou uns dias, mostram-nos as múltiplas e exaltantes possibilidades da vida e, de seguida, devolvem-nos ao nosso limitado espaço.

Com uma história simples que alberga grandes emoções, lições de moral e sentimentos, este texto é encantador. É um daqueles livros que, quando se termina, nos faz sentir melhor e nos leva a crer que aprendemos algo que não sabemos identificar, mas que nos tornou melhores. É uma história terna, quase telegráfica, a que não falta uma só palavra… E conta-se uma vida como se conta um sonho ou um filme. Só que esta vida é cheia de tristezas, de dores e de saudades. Mas isso torna-a a ela (e ao livro) mais real e mais credível e, talvez, mais bela…É na simplicidade da história que radica esta sua beleza. Por isso, enquanto a li fui pensando no fascínio que o ser humano sente pelas histórias e pela necessidade de escapar – mediante a imaginação – aos problemas da vida rotineira, através das palavras, contando contos. E penso que esta é a base da história deste livro. Uma história simples, terna (como já disse) e perfeitamente contada com as palavras certas, que nos faz reviver a magia dos cinemas e dos filmes de outros tempos. Que nos faz sentir o calor humano que se cria contando histórias, realçando o poder infinito e a magia universal do cinema e das suas histórias.

Alguém dizia que a “vida é feita da mesma matéria dos sonhos”. Depois de ler este livrinho, eu digo que a vida  pode ser feita da mesma matéria dos filmes!



publicado por I.M. às 10:26
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