Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Li, há uns tempos, um livro que me tocou particularmente. À primeira vista pareceu-me, até, demasiado simples para os meus gostos de leitura. Enganei-me. O título soa inócuo, mas basta pronunciar a palavra “Holocausto” para que o pijama ganhe um novo sentido…

O que me fascinou, mais do que a história que se conta, foi o modo de contar. A perspectiva sobre um assunto supostamente tão adulto é a do olhar de um rapazinho de nove anos, cuja inocência e ingenuidade cativam qualquer um.

Depois fascinou-me o facto deste ser um daqueles livros onde nada nos é dado à partida. Ou seja, à medida que a leitura avança, os acontecimentos e os dados vão-se revelando lentamente. E aí começa a aventura – cada página é uma descoberta que nos leva a um rumo… inesperado.

É fundamental começar a obra sem saber do que se trata e ir descodificando as pistas que Bruno – o pequeno narrador – nos vai deixando.

Aconselhável para todas as idades, o livro tem o mérito de demonstrar que é possível –de uma forma clássica, que julgávamos ultrapassada numa era de informação global – contar o Holocausto às crianças. Ou pelo menos aos pais, que encontram na inocência e na credulidade de Bruno o tom emotivo que a história desperta.

Talvez assim se contribua para que não haja mais “rapazes de pijama às riscas”…

 



publicado por I.M. às 10:56
Acabei de ler este livro.
Fico a pensar: "Será que, independentemente da idade das crianças, os adultos têm o direito de lhes ocultar os seus actos mais vergonhosos?"
Oliveira sem flor a 11 de Junho de 2009 às 11:15

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