Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

Passei por este livro, hoje, na minha biblioteca. Li-o há muito tempo, mas acredito que ele merece toda a atenção. O escritor nicaraguense partiu de um conhecido poema de Rubén Darío e estabeleceu o tom da obra. Deixo a minha leitura - que mais não é do que um conjunto de memórias do livro- filtrada já por alguns anos...

 

 

 

 Margarita, está linda la mar, / y el viento / lleva esencia sutil de azahar; // yo siento / en el alma una alondra cantar / tu acento. / Margarita, te voy a contar / un cuento...

 

CapaA Margarita  de Rubén é a destinatária de um belo poema e de um conto. Um conto de um rei que tinha “un palacio de diamantes, / una tienda hecha del día / y un rebaño de elefantes, / un kiosco de malaquita, / un gran manto de tisú / y una gentil princesita, / tan bonita, / Margarita, / tan bonita como tú.”

Nada mais feminino, mais delicado e mais infantil. Assim poderia parecer o romance. Mas não é. Aliás, não se trata de um romance qualquer.

O autor, sem apelar a truques ou malabarismos da linguagem, consegue o mesmo efeito daqueles que os utilizam. Por outro lado, confere fluidez ao desenvolvimento da história. Lê-se quase como um desses romances do século XIX, nos quais a história e as personagens eram tudo. Utilizando um estilo figurativo, põe-se de parte o "realismo mágico". Mas nem por isso, o texto perde efeito...

É um romance profundo. Profundo, no sentido em que o autor explora a dimensão psicológica das personagens que, em alguns casos, parecem uma caricatura.

Memória e imaginação confundem-se no texto. História e ficção constroem o cenário perfeito para  fazer sobressair um leque de personagens que empresta à obra o colorido que ela tem. Com essas personagens ficamos íntimos  e delas somos cúmplices...

Por entre assassinatos, amores, desamores, traições e desilusões, Margarita vê, finalmente o mar...  



publicado por I.M. às 17:17
Não, não venho falar sobre o livro porque não o li. Venho fazer um desabafo (não é sítio para desabafos, mas paciência). Como eu gostava que o tempo parasse todos os dias o equivalente a ... bom, talvez ... 3 horas, para não pedir muito, e aí sim, aí eu ficava muito sossega, em frente ao aquecedor, com um livrinho, e lia, lia, ... três horitas seguidas. Como eu ficava feliz!!!
MT a 10 de Fevereiro de 2010 às 20:17

e eras só tu??????

Eu já me contentava em 1/2 horita por dia...um chazinho e duas Marias tontas a rir e a dizer disparates...

e a discutir... leituras!!!!!
Também.
avelaneiraflorida a 10 de Fevereiro de 2010 às 23:54

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