Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010

O dia de S. Valentim já passou. Porém, gosto de partir do princípio de que o Amor se celebra todos os dias e, por isso mesmo, decidi deixar uma proposta que é, simultaneamente, uma bela história de amor.

Já passou algum tempo desde o dia em que li este livro. Confesso que o li porque na capa havia um selo com um comentário da Joanne Harris. E eu confio nela. Ainda bem que assim é, pois nunca me arrependi de o ter lido. Ficam apenas umas impressões leves e soltas... E já agora, quem disse que o Amor é só para jovens?

 

A história centra-se num encantador triângulo amoroso, em Nairobi. Imaginem o sr.Malik , há anos apaixonado por Rose (a guia da Sociedade Ornitológica), mas que  nunca lhe disse... Quando por fim ganha coragem para a convidar para um baile, aparece o rival fanfarrão, Harry Kahn.

É então que o inesperado acontece. Os dois cavalheiros decidem lançar um desafio: quem avistar mais espécies de pássaros durante uma semana levará Rose ao baile.

Deste repto se parte para uma terna história de amor em pleno coração de África. Mas não é apenas terna e deliciosa. É, sobretudo, original. As personagens rondam os 60 anos e são negras.

A história está estupendamente bem narrada, cheia de vívidas e belas descrições: as aves de Nairobi, as pessoas, os aromas... mas também impregnada de críticas finas à corrupção, à miséria e à tragédia do país (a fome, os meninos soldados...). Não escapa mesmo a esta crítica o "Primeiro Mundo" , a sua hipocrisia, os seus dirigentes e a sua sociedade. Com o pretexto de nos contar a história de uma aposta, o autor elabora um guia ornitológico e um atlas da Natureza selvagem do país. No entanto, curiosamente, damos por nós a tentar descobrir o que se esconde por trás deste mundo da ornitologia e, quando menos esperamos, estamos apaixonados pelas personagens. Queremos que Malik fique com Rose, queremos que Rose vá ao baile... porque gostaríamos de ser a rapariga com a qual ele que ir ao baile !

Enfim, se estão com vontade de ler um romance agradável, fácil, comovedor e manipulador de emoções este é o livro ideal. E lê-se no (e num) instante de uma brisa africana empurrada pelo leve bater de asas de um qualquer pássaro que se recorte ao longe...

 

 



publicado por I.M. às 12:06
Não conhecia este livro, mas após ler a tua opinião fiquei com imensa vontade de o ler, parece bem interessante!

bjs
http://leiturasdeaab.blogspot.com/ a 27 de Fevereiro de 2010 às 11:52

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