Terça-feira, 29 de Junho de 2010

O Principezinho completa 110 anos. Parabéns!

Foram as cem páginas (aproximadamente) mais fantásticas que já li na minha vida. A sua intemporalidade de conteúdo faz com que o livro continue a ser um dos mais lidos de sempre em todo o mundo.

Vou atrever-me a deixar algumas pinceladas mal traçadas a propósito desta obra que sempre me encantou.

 

 

Era uma vez um príncipe que vivia num planeta distante.

É assim que não começa O Principezinho. Há, de facto, um príncipe e um planeta longínquo na obra. Mas esta é uma história para adultos e os adultos precisam que lhes expliquem realidades sobre jibóias e elefantes dentro de jibóias. Por isso, a história começa assim: Uma vez, tinha eu seis anos...

Esta é a história de um menino de cabelos de ouro, sorridente e inquisidor. Mas é também um menino sensível, inquieto, cuja inocência transporta a sabedoria de milhares e milhares de anos. É a história de um menino que parte em busca da experiência, da aprendizagem e do amadurecimento, com um olhar profundo, sem preconceitos e terno.

Parte para uma aventura no desconhecido à procura de todas as coisas. Por exemplo, uma ovelha. Uma ovelha, sim, para comer a erva daninha que cresce no seu planeta. Complicado? Claro, afinal, somos adultos...

O Principezinho é uma daquelas conjugações planetárias que acontecem de vez em quando na Literatura. Impossível dizer tanto em tão poucas páginas: falar da vaidade, do poder, da paixão, da morte, da saudade, da infância, do materialismo, do deserto... e fazê-lo com uma sensibilidade única...

Pequenas pérolas de sabedoria oferecidas por uma criança que compreende e valoriza a verdade absoluta. A verdade onde se pode amar uma rosa e não se ser ridicularizado. Porque nesta verdade, o objecto do amor não é importante. O que importa é o Amor.

Este livro ensinou-me a distinguir as coisas que ao crescer vamos perdendo, tal como a capaciade de ver para lá do evidente. Tento não me esquecer que o "essencial é invisível para os olhos"...

Uma linguagem simples, mas com um dom: transmite efectivamente uma mensagem. E, no fim, o livro mais não é do que o símbolo da busca permanente daqueles princípios que enriquecem o espírito e trazem paz infinita à alma.

Quanto a mim, quando desespero ataca, pondero a última passagem do livro:

Ora olhem para o céu e pensem: "A ovelha terá ou não comido a flor?" Vão ver como tudo fica diferente.

E nenhuma pessoa grande há-de alguma vez perceber como isso é importante!



publicado por I.M. às 14:35
E a figura do seu autor é fascinante!
Por isso acabei por descobrir "Cidadela", "Voo nocturno", Terra dos Homens"...

O essencial! Porque...
..."límportant c'est la rose!"
J. Moedas Duarte a 29 de Junho de 2010 às 18:26

Porque será que todos nós hoje nos sentimos subitamente tocados ????
Já fiz o mesmo lá no meu cantinho!!!É um dos livros que mais me fez pensar e cuja leitura retomo, retomo e retomo sem nunca me cansar...
E a vida vai caminhando por ele...comigo!!!!

Que bom o Saint- Exupery no-lo ter deixado!!!! Que o não percamos nunca e que os mais jovens o saibam descobrir. Ainda que em diferente contexto...
De qualquer modo eles saberão encontrar-lhe o significado!!!

Bjkas!!!!
avelaneiraflorida a 29 de Junho de 2010 às 21:14

acho que o facto deste livro ser de leitura obrigatória na escola estraga um pouco a mensagem que transmite. Para se perceber bem a mensagem deste livro, tem que ser lido por vontade própria, sem nenhuma obrigação. Mas sem dúvida que é um livro fantástico.
Pedro a 21 de Março de 2011 às 14:07

O livro O PEQUENO PRÍNCIPE é um desses oásis onde mergulho a espera de refrigério para minha alma. É minha obra de cabeceira, meu guia literário. Sempre divulgo-o em minhas palestras, pois o mundo não pode perder a sua essência nata, ou seja, o TRANSFORMAR e não o EXTERMINAR, contextos tão diversos. E acredito que é possível haver transformação com amor, respeito, carinho, afeto, atenção...É preciso que continuemos lutando pela sobriedade do mundo.
Conhecer vosso blog, foi uma dessas pérolas que se encontra pela vida. Não que fosse jogada ao relento, à própria sorte, mas colocada caprichosamente no caminho do transeunte mais atencioso. Foi um privilégio ser mais um passageiro atento a tão suculento garimpar de doces palavras. Um abraço do amigo de Assis, estado de São Paulo, Brasil.

Marcio Ribeiro.
Marcio Ribeiro da Silva Lucena a 22 de Outubro de 2011 às 13:40

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