Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Era uma vez um lugar onde as noites eram longas e a Morte contava a sua própria história...

Era uma vez uma rapariga que queria ler, um acordeonista, um jovem pugilista judeu (que escrevia belos contos para fugir ao horror da guerra) e alguns alemães fanáticos.

Ao fim de algum tempo, a rapariga começou a roubar livros e aoferecer palavras...

Com essas palavras escreveu-se esta história.

Não é um livro como os outros. Quando chegamos ao final não dizemos "é bom" ou "é mau". Ficamos simplesmente a pensar nele...indefinidamente.

Lírico (por vezes) e desconcertante (quase sempre), perpassa dele uma poesia que desperta em nós alegria, tristeza, revolta, conforto moral...

A originalidade começa no narrador: a Morte (sim, essa que um dia todos iremos conhecer), pois ninguém melhor do que ela para contar uma história na Alemanha nazi. Uma Morte que se revela compassiva (ironia das ironias) e muito observadora dos seres humanos.

A originalidade continua na particularidade da estrutura da obra, onde se antecipa continuamente o que mais à frente se relata e onde se interrompe a narração para observar outros assuntos.

Mas é do poder da palavra que o texto trata com a tal originalidade.

Não sabemos o poder que têm as palavras e o papel tão importante que desempenham nas nossas vidas. Este livro é uma porta aberta a uma realidade... Nele se fala de amor, de morte, de magia, de desejos, de sonhos, de guerra...da VIDA.

Esta é, verdadeiramente, a história de uma rapariga que tecia a vida com palavras...



publicado por I.M. às 15:20
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Steven Saylor, Empire

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