Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Sou fã incondicional do autor deste livro. Rendi-me a Mário, o eterno carteiro de Pablo Neruda. Quando vi o livrinho na prateleira da livraria, o meu mundo iluminou-se. Desta vez encontrei Jacques, um professor de uma pequena aldeia, que vive perto de um moinho e a quem o vento, por vezes, salpica a cara de farinha. E foi amor à primeira vista…

 

Com uma prosa de uma beleza radiante, nostálgica de qualquer coisa que já passou e de qualquer coisa que está para chegar, Skármeta escreveu um texto curto em tamanho, mas extenso em profundidade e conteúdo. Uma escrita sem adornos, mas de imensa beleza e extrema poesia, faz desta uma história iniciática e universal sobre a vida e a passagem da adolescência à idade adulta.

Cada palavra, cada frase é uma jóia. Cada pensamento, cada sentimento deixa ao leitor uma sabedoria sobre o mundo e sobre si próprio.

O livro revela um magnífico trabalho de contenção, de simplicidade, para oferecer uma admirável história que é, simultaneamente, uma espantosa metáfora sobre a inocência (e a sua perca) e sobre os passos que o ser humano deve dar para alcançar a maturidade. Curiosamente, não falta nem sobra nada a esta narrativa sóbria e emocionante. Tal como deve acontecer a uma obra prima…

Por isso, não consigo escolher uma frase deste livro. Tudo está dito e tudo permanece. É um poema em prosa…

E depois há o cinema como pano de fundo e há a literatura e…o livro é uma viagem que prova o poder do destino nas nossa vidas…



publicado por I.M. às 17:01
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