Domingo, 08 de Fevereiro de 2009

Apesar de não ser um dos melhores livros de Maeve Binchy, teve o dom de me fazer sentir na pele o calor do sol das ilhas gregas. E em dias de chuva e frio, nada melhor do que um lugar perdido no mundo, onde o mar é translúcido e a areia nos acaricia...

 

Esta é a história de um Verão mágico num lugar mágico, onde os destinos de seis personagens  se cruzam com consequências imprevisíveis: as seis aprenderão a aceitar a realidade das suas vidas e conseguirão, finalmente e sem medo, tomar decisões... Enquanto tal acontece, o leitor  dá por si a reflectir sobre assuntos preocupantes: a violência doméstica, os pais divorciados, os filhos, o alcoolismo...

Estas personagens têm em comum - e isso é um facto- um ritual tão antigo como o do Filho Pródigo: estão efectivamente a fugir de casa e não sabem onde irão terminar. Mas na beleza de Aghia Anna, a descoberta será feita... Pena que a ilha não se encha de densidade e ganhe também ela o estatuto de personagem (como acontece com a Irlanda em outras obras da autora), com vida própria e personalidade vincada, em vez de se reduzir a uma fotografia de postal...

Porém, é dentro da moldura deste quadro que a história vai acontecendo. Facilmente, como a conversa de um dotado comunicador...

E todo o livro é uma história de ralacionamentos (pai/filho, marido/mulher, amigo/amiga e amantes de amores verdadeiros e não verdadeiros).

É uma história de finais súbitos e novos começos, de amizades nascidas na tragédia e de noites de chuva e estrelas que caem e brilham no mar espelhado de uma bela ilha grega...

 

 

 



publicado por I.M. às 11:40
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