Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

 

 

No banco torto da pequena praça costuma sentar-se uma mulher.

Vejo-a, às vezes, da minha janela...

Hoje, a inquietude chegou devagarinho e invadiu-a.

Deixou-se mergulhar na solidão oferecida, sem hesitar.

O silêncio falava, enchendo o minúsculo recanto do jardim.

Embalada pela brisa, ia esquecendo o tempo.

Voluntariamente...

De azul pintava-se o mar que nunca vira...

Só, como o pássaro do grande plátano na sua melodia, olhou o vento. Deitou-se no canto da ave e partiu.

De mansinho.

Para não perturbar a inquietude do presente...

 

I.M.

 



publicado por I.M. às 17:18
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