Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

A minha relação com Grabiel Garcia Márquez vem de longe. E foi uma relação inicialmente tumultuada. Pode parecer impossível, mas é rigorosamente verdade.

Um dia, mudou. E a responsável foi esta obra, que me deixou a pensar...

 

O Amor é estranho. E à medida que envelhecemos, torna-se ainda mais estranho.

 

Este é um dos livros que não esqueço. Porque é intemporal.

Fundamentalmente é um romence sobre o amor e as suas múltiplas variantes. É, também, um verdadeiro estudo sobre a passagem do tempo que destrói e reconstrói almas e cidades...É, ainda, uma reflexão sobre a memória e os seus infinitos labirintos...

Numa linguagem plena de riqueza e versatilidade, o autor narra um esquema complexo, verosímil e esperançado, de um mundo que se assemelha mais do que pensamos àquele em que vivemos.

O "amor eterno" e os votos feitos nessa perspectiva podem de facto ser honrados, aprendi ao longo da leitura.

Embalados no eco do som do violino de Florentino entramos no espantoso capítulo final: sinfónico, seguro na sua dinâmica e tempo, movendo-se como um barco...

Uma bela história que relata a perseverança de um amor que vai para lá da morte, ancorado na esperança...

Fazendo jus ao poeta, que o "amor seja infinito enquanto dure..."



publicado por I.M. às 11:53
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