Terça-feira, 10 de Março de 2009

Já aqui falei do rato Firmin. Estão lembrados?

 

 Bem vindos, agora, à história de Despereaux, um rato apaixonado por música, histórias e uma princesa chamada Ervilha. Um rato franzino de enormes orelhas e um coração sem tamanho. Um rato grande demais para o pequeno mundo onde vive...

Supostamente escrito para crianças e jovens, A Lenda de Despereaux não tem idade e dá lições de vida aos mais velhos. O romance está repleto de mensagens intemporais importantes sobre a necessidade de nos assumirmos como somos e sobre o poder da redenção.

A meio caminho entre o conto de fadas tradicional e a épica cavaleiresca medieval, a história é-nos contada por um narrador sem nome, mas cheio de humor e inteligência. Fala directamente com o leitor, coloca questões e adverte, apontando consequências para algumas acções. Manda, até, procurar no dicionário algumas palavras...

Reside aqui a grande criatividade da autora: o leitor quase esquece o seu estatuto enquanto tal e passa a ouvinte. Um ouvinte atento de uma história inesquecível.

No entanto, por detrás desta aparente simplicidade, vemos desenhar-se alguns temas bem adultos, como por exemplo o abandono parental... Mas as aventuras deste rato único mudam as vidas dos adultos e das crianças. E estas mudanças traduzem-se, mais uma vez, em outro tema bem adulto: a capacidade de perdoar...

Posso não saber o que fazem um rato, uma princesa e muita sopa juntos num conto. Mas sei que a magia ganha verdadeiramente forma nas páginas deste livro...



publicado por I.M. às 14:22
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Steven Saylor, Empire

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