Domingo, 14 de Novembro de 2010

Uma amiga falou-me deste livro e procurei-o por todo o lado. Está esgotado. Apesar de ter ganho vários prémios, em Portugal não causou grande furor. Um destes dias, a minha amiga recuperou o seu exemplar e emprestou-mo. Tal como ela, fiquei rendida ao livro. Deixo impressões muito "imprecisas", pois não sei bem como hei-de falar dele…

 

  

Esta é a história de uma longa carta que a filha escreve à mãe que, a pouco e pouco, vai deixando o mundo. Uma mãe de dupla faceta : ora déspota, ora ternurenta e maternal. O amor assenta nesta ambivalência da narradora e dos seus sentimentos pela mãe, que às vezes a seduz e às vezes a destrói.

A autora conduz-nos, através de areias movediças, à velhice da mãe. Uma mãe que lhe aconselhava "frases curtas".

O texto articula-se em capítulos assinalados por palavras que reescrevem a existência da  velha senhora. A ternura nunca impede a lucidez, e a história é de tacto. De inteligência. Palavras certas, tom certo, emoção e humor. Eis alguns ingredientes da  receita para o sucesso do livro.

Um livro extraordinário quer pelo  assunto, quer pela escrita e pela veracidade do "eu". E não é fácil encontrar o tom certo para esta dualidade de sentimentos e muito menos colocar uma vida que caminha para o seu fim neste espaço literário da bolha –celofane protector.

Frases Curtas, Minha Querida é a aprendizagem da separação. Olhar-se ao espelho e aceitar que, um dia, olharemos o vazio. São também palavras que, sem a libertar, dizem (d)a dor da autora… Enfim, as relações (por vezes) difíceis, mas sempre eternas, entre mãe e filha…em frases curtas…



publicado por I.M. às 19:12
Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010

Li todos os livros desta autora. Fascinam-me e não consigo resistir. Quando este foi publicado, nem sequer duvidei em comprá-lo. Não sei bem o que esperava, mas não era exactamente isto. Continuo a gostar da autora e da sua escrita. No entanto, senti falta da magia que me foi cativando de livro para livro…

Deixo uma breve nota com as minhas impressões, embora confesse que “não me encheu as medidas”.

 

 

 

Não há neste livro chocolate, magia, vinho, fruta…ou rebuçados.

Há cores (seis), cada uma correspondendo a uma parte. Vamos descobrindo o significado da escolha dessas cores à medida que conhecemos a família disfuncional de BB (blueyedboy) e as suas ligações.

Assim, a obra (eu diria um thriller negro), centra-se na história de um homem de 42 anos que escreve ficção arrepiante e assustadora num Webjournal. Contada com mestria, rapidamente nos damos conta que é uma história de manipulação com um final surpreendente.

Não demora muito tempo ao leitor a começar a questionar-se sobre os relatos: são mentira ou se são realidade?

O interesse da autora é, claramente, explorar o lado negro da Internet e utiliza com inteligência esta ferramenta do dia-a-dia, para nos dar conta das perturbações da mente: o livro está saturado de cor, pois o protagonista sofre de sinestesia (um problema neurológico). Deste modo, a história desenrola-se através da publicação de posts públicos e restritos, num registo epistolar moderno, não sendo de fácil leitura. E é impossível, até ao final, distinguir realidade de ficção.

A linguagem, cheia de intensidade gótica, está longe da de Chocolate ou Vinho Mágico. No entanto, o leitor deixa-se prender por aquele narrador estranho e assustador e dá por si a seguir-lhe os passos.

A prosa é poderosa, mas não esperem uma viagem fácil ou confortável…

 



publicado por I.M. às 22:52
Domingo, 17 de Outubro de 2010

Já ando há algum tempo para falar deste livro. Comprei-o e li-o quase de imediato, pois atrai-me a história da China e, sobretudo, o papel das mulheres nessa civilização tão distante (e tão próxima) da nossa. É uma excelente leitura que vivamente recomendo.

 

Nesta obra, a autora parte do pressuposto de que às vezes nos faltam palavras para expressar o sofrimento que nos atinge.

Numa primeira leitura, o romance parece uma complicada história de amor. Mas lendo o livro com alguma atenção, percebemos que há muito mais. O argumento é sobretudo uma desculpa para aprofundar a história “doméstica” da China que se torna uma  superpotência, com uma tradicão cultural fortíssima. Percorremos uma história de três gerações de mulheres durante um século de História da China e a complexidade das vivências pessoais é semelhante à da evolução de um país que passou de um regime feudal ao moderno capitalismo. E a impressão que o leitor tem da história é idêntica à de um gigantesco moinho a girar ao vento: anda em espiral, ganha força e arrebata tudo o que aparece no seu caminho. São assim as histórias das personagens que vamos conhecendo – personagens sobretudo femininas que chegam, partem e regressam…

Mais do que um romance de acção, este é um romance de reflexão. Elegante, não se pode ler com a voracidade de um leitor compulsivo. É precisa a paciência do construtor de miniaturas, para se saborear a escrita ligada às pequenas coisas do quotidiano. Uma escrita com retrocessos e avanços como só o pode ser a “escrita da memória”

É um livro muito interesante, porque estando escrito de um ponto de vista feminino, nos mostra a imensa quantidade de detalhes sobre a vida da mulher na China.

O estilo é simples. As frases são simples, mas construídas de tal maneira que prendem o leitor.

Um livro para saborear que nos deixa…sem palavras.

 

 



publicado por I.M. às 14:15
Sábado, 25 de Setembro de 2010

Não é uma das minhas escolhas de eleição, mas li o livro porque me foi recomendado. Não sou grande fã de moda e fiquei indecisa quanto à leitura. Mas depois achei original contar uma história a partir de roupa. Por isso, decidi-me. Não me arrependi, apesar de não fazer exactamente o meu estilo. Deixo as minhas impressões, mas ressalto o facto de me ter desgostado a tradução e alguns erros que vão polvilhando o texto.

 

À primeira vista este parece um daqueles  livros classificados como “literatura para mulheres” (se é que isso existe). Mas não é bem assim. Embora haja alguns elementos românticos, os principais temas são a tristeza, a perda e a amizade. E o tema central é mesmo a relação que se desenvolve entre duas desconhecidas. Cada uma delas lida com o peso das suas emoções, utilizando a autora as roupas vintage como pretexto para nos oferecer essas histórias.

E foi a história de Thérèse que me cativou. Mais uma vez, vi-me envolvida no lado escuro da Segunda Guerra e nas cicatrizes que ela deixou…

O romance corre a um ritmo que não se contenta com o presente. Passado e futuro vão irrompendo num estilo que flui com leveza e de modo agradável. Curiosamente, na história sobressaem as histórias da moda vintage que se torna intrigante porque tem… uma história. As descrições desse mundo são bem conseguidas e os vestidos e acessórios ganham vida e brilho e glamour mesmo diante dos nossos olhos.

Sem ser uma obra-prima da Literatura é um romance quase polifónico, no qual as personagens se cruzam, se encontram, se esquecem e se reencontram…

 



publicado por I.M. às 17:56
Sábado, 18 de Setembro de 2010

Li, nas férias, em espanhol, este livro. Penso que ainda não está editado entre nós. Decidi falar sobre ele porque toca um tema muito em voga nos dias de hoje: a Internet e o que ela pode trazer consigo. É um livro fresco e de leitura fácil. Confesso que me deixou a pensar um pouco mais no poder que a “Net” tem e em como isso pode afectar as nossas vidas.

 

Têm um e-mail. E é um e-mail de alguém que não conhecem. Duas ou três linhas e um remetente enganado… Bem poderia ser o início de uma bela história de amor…

Achei o romance original. O autor, um austríaco, ressuscita o género epistolar com um inteligente diálogo electrónico. Assim, a história está narrada em formato de correio electrónico.

E engana-se aquele que pensa que mais de 250 páginas de e-mails são uma tortura. Pelo contrário, temos um romance vivo e dinâmico que se lê num fôlego e capta toda a nossa atenção. A originalidade da história aliada ao divertimento que a caracteriza acaba por nos prender.

Um romance simples, carregado de muito sentimento, salpicado levemente de humor e que tem como ponto forte a definição das personagens. No entanto, esta simplicidade esconde questões que provavelmente nos colocamos: até que ponto nos podemos relacionar na Internet? Quais são os limites? De que modo é que isso nos afecta? De forma interessante, o autor consegue fazer-nos reflectir sobre o melhor e o pior que nos podem oferecer as relações virtuais.

Mas não é só isso. Leva-nos a pensar que uma história semelhante à de Leo e Emmi pode acontecer a qualquer um de nós.

Não é uma obra-prima da Literatura, mas é óptima para quebrar as outras leituras mais sérias… A mim foi-me difícil fechar o livro enquanto não cheguei ao fim. Quando terminei, pensei para comigo “Contra el Viento del Norte – O amor nos tempos do e-mail”.



publicado por I.M. às 14:55
Domingo, 12 de Setembro de 2010

É um livro pequenino que se lê de um fôlego. Foi também uma das minhas (poucas) leituras de férias. Como sou viciada em livros, quando li a sinopse deste não consegui resistir.

Deixo as minhas impressões sobre o texto…


O livro fala das loucuras provocadas pelos livros e pela sua leitura massiva (imaginem o efeito que isto teve em mim…). Loucuras que podem conduzir a acidentes, a obsessões ou mesmo à construção de casas, de papel impresso, à beira-mar… Mas também fala dos livros como paixão e como motor vida (tal como eu gosto!).

A originalidade da história cativou-me e, de repente, dei comigo a registar passagens inesquecíveis sobre o mundo da literatura e do livro. Foi pura sedução!

Com um aspecto minimalista, A Casa de Papel é uma metáfora que eleva o valor da leitura e nos conduz à descoberta do que se pode fazer com um livro nas mãos no meio do nada.

Por outro lado, de forma muito interessante, o autor faz-nos pensar nos comportamentos excessivos e questiona a linha invisível que marca a diferença entre quem é considerado louco e quem é considerado normal... Faz-nos pensar também que a biblioteca que vamos construindo é uma vida, mais do que um somatório de livros…

Damos um mergulho no universo dos leitores assíduos, através de palavras bem escolhidas e prudentemente medidas. Li, neste texto, passagens sobre livros, bibliotecas e magia das palavras que tão depressa não vou esquecer.

A Casa de Papel é, assim, um tesouro para leitores, sonhadores e roedores de livros…



publicado por I.M. às 10:42
Domingo, 05 de Setembro de 2010

As férias terminaram e é tempo de voltar às minhas impressões sobre algumas das coisas que vou lendo.

Aproveito para desejar a todos os que por aqui passam um bom recomeço e deixo duas notas para os interessados: O Contador de Histórias é publicado entre nós este mês. O mesmo acontece com O Feitiço da Lua da Sarah Addison Allen (cujo post  publiquei em Abril de 2010 com o título original -The Girl Who Chased the Moon) . Basta estar atento…

Ao contrário do que costuma acontecer, não li muito durante este período de paragem. Hoje vou destacar Um Instante de Amor. Caiu-me nas mãos quando percorria os escaparates à procura de qualquer coisa para ler. Duvidei, mas gostei das cadeiras vazias da capa. Lembravam-me o descanso de que tão desesperadamente estava a precisar. E comprei-o. Foi, de facto um instante… de leitura.

 

O livro é quase uma saga familiar de três gerações e gira em torno da figura da Avó, uma mulher que sofre… de mal de amor.

A história tem uma frescura e uma leveza com as quais se passa da realidade ao sonho de modo cativante, colhendo imediatamente a simpatia do leitor. Este deambula sobre as linhas do texto para chegar a uma conclusão que não antecipava, mas que é um verdadeiro rasgo de genialidade.

A narrativa é variada e desperta o interesse de quem lê, talvez graças ao estilo de escrita da autora, uma espécie de língua falada e, por isso, de grande eficácia.

Deste modo, a narração passeia-nos – quase sem darmos conta - pelo curioso mundo da Avó e pelo carismático cenário que o envolve: a sociedade semi-rural da Sardenha durante a Segunda Guerra Mundial. Com uma prosa simples e directa Milena Agus implica-nos na eterna busca da Avó e nesse encontro, tão idealizado como esperado, com o Amor. Encontro que transformará a sua vida e modificará o destino de todos os que a rodeiam, desembocando nesse final surpreendente que nos revela o verdadeiro sentido desta história diferente.

Um livro que recomendo para uma tarde quente, numa cadeira confortável, ao sabor de uma brisa fresquinha e de um chá gelado…



publicado por I.M. às 09:41
Terça-feira, 20 de Julho de 2010

 

A minha amiga M.T. disse-me que estava a ler este livro. Lembrei-me que eu já o tinha lido há bastante tempo, mas que nunca aqui disse nada sobre ele. Pois cá deixo uma breve impressão sobre uma pintura em palavras que muitas vezes me transportou ao estúdio onde uma rapariga (in)comum ia fazendo o seu ritual de passagem à idade adulta (talvez sem se dar conta)...

 

Sempre que vejo o quadro do Vermeer ponho-me a pensar: “Quem foi essa rapariga que parece sorrir-me, envolta num complicado toucado azul, com uma pérola como único adorno?” Encontro sempre a mesma resposta: “É um mistério”. Um mistério que Tracy Chevalier tomou como ponto de partida para este belo romance.

A Rapariga do Brinco de Pérola é a história de um fascínio ou de como surge um sentimento que se move entre a admiração e o amor. A luz nos olhos de Griet, a empregada convertida em musa, encerra o mistério mais profundo no processo de criação de uma obra de arte. Com a mestria que lhe é habitual, e num retrato vívido, a autora evoca a vida quotidiana do colorido século XVII holandês, neste romance sobre o despertar para a vida e para a arte. A sua narração é tão realista que nos leva a acreditar que as coisas se passaram mesmo assim. No meu caso, dei por mim a cheirar os aromas da roupa a lavar, da carne no mercado e das tintas... É, deveras, uma narração fresca, com uma prosa elegante que evoca contemplação, um ritmo lento e cumulativo, um drama emocional...

Trata-se de um livro escrito com o mesmo extremo cuidado que Griet demonstra quando limpa o estúdio do mestre seu amo.

Uma boa leitura a fazer em tempo de férias!



publicado por I.M. às 12:39
Terça-feira, 29 de Junho de 2010

O Principezinho completa 110 anos. Parabéns!

Foram as cem páginas (aproximadamente) mais fantásticas que já li na minha vida. A sua intemporalidade de conteúdo faz com que o livro continue a ser um dos mais lidos de sempre em todo o mundo.

Vou atrever-me a deixar algumas pinceladas mal traçadas a propósito desta obra que sempre me encantou.

 

 

Era uma vez um príncipe que vivia num planeta distante.

É assim que não começa O Principezinho. Há, de facto, um príncipe e um planeta longínquo na obra. Mas esta é uma história para adultos e os adultos precisam que lhes expliquem realidades sobre jibóias e elefantes dentro de jibóias. Por isso, a história começa assim: Uma vez, tinha eu seis anos...

Esta é a história de um menino de cabelos de ouro, sorridente e inquisidor. Mas é também um menino sensível, inquieto, cuja inocência transporta a sabedoria de milhares e milhares de anos. É a história de um menino que parte em busca da experiência, da aprendizagem e do amadurecimento, com um olhar profundo, sem preconceitos e terno.

Parte para uma aventura no desconhecido à procura de todas as coisas. Por exemplo, uma ovelha. Uma ovelha, sim, para comer a erva daninha que cresce no seu planeta. Complicado? Claro, afinal, somos adultos...

O Principezinho é uma daquelas conjugações planetárias que acontecem de vez em quando na Literatura. Impossível dizer tanto em tão poucas páginas: falar da vaidade, do poder, da paixão, da morte, da saudade, da infância, do materialismo, do deserto... e fazê-lo com uma sensibilidade única...

Pequenas pérolas de sabedoria oferecidas por uma criança que compreende e valoriza a verdade absoluta. A verdade onde se pode amar uma rosa e não se ser ridicularizado. Porque nesta verdade, o objecto do amor não é importante. O que importa é o Amor.

Este livro ensinou-me a distinguir as coisas que ao crescer vamos perdendo, tal como a capaciade de ver para lá do evidente. Tento não me esquecer que o "essencial é invisível para os olhos"...

Uma linguagem simples, mas com um dom: transmite efectivamente uma mensagem. E, no fim, o livro mais não é do que o símbolo da busca permanente daqueles princípios que enriquecem o espírito e trazem paz infinita à alma.

Quanto a mim, quando desespero ataca, pondero a última passagem do livro:

Ora olhem para o céu e pensem: "A ovelha terá ou não comido a flor?" Vão ver como tudo fica diferente.

E nenhuma pessoa grande há-de alguma vez perceber como isso é importante!



publicado por I.M. às 14:35
Domingo, 27 de Junho de 2010

Comprei o livro apenas pela capa (como às vezes faz a minha amiga MT). Este tinha umas personagens e uns objectos misteriosos envoltos nuns ramos esquisitos. Parecia ser um livro mágico. E tudo o que possa abrir-me as portas à fantasia conquista-me. E este conquistou-me, definitivamente.

 

 

 

Num primeiro e simples olhar, o livro conta a história de um rapazinho de 12 anos que, após perder a mãe, não aceita a nova companheira do pai nem o seu irmão mais novo.
Nesta situação, os livros vão ser os seus únicos amigos. Por isso, a fantasia serve-lhe de refúgio para fugir de um mundo que vê desmoronar-se. Assim, os contos que a mãe adorava vão envolvê-lo até ao ponto de lhe sussurrarem ao ouvido, no escuro...
Realidade e fantasia misturam-se, enquanto a Segunda Guerra Mundial irrompe pela Europa. Através de um buraco no jardim, David passará para o "outro lado" e nunca mais nada será igual para ele... Nem para nós... Lembrei-me imediatamente da Alice no País das Maravilhas e da História Interminável...
E aqui começa complexidade da obra.
Um conjunto de obsessões esconde-se por detrás desta aparente ingenuidade. Os sonhos, o sinistro, as lembranças da infância, a inocência perdida e a morte cruzam-se nesta obra estranha que reinterpreta os contos de fadas (devolvendo-lhes o seu cariz cruel inicial).
Escrito num estilo muito claro, torna-se uma leitura atraente e profunda. Cruel, sem dúvida, e chocante (em alguns casos).
Na realidade, este cruzar de mundos é um pretexto para,  em modo de conto popular, se tratar da passagem do egoísmo próprio da infância para a responsabilidade da idade adulta.
Começa com "Era uma vez..." , como seria de esperar, mas desenvolve-se em versão violenta e atroz. Por isso, não o classificaria como um livro para crianças ou jovens. Ele é um conto macabro, inteligente e imaginativo, que requer maturidade intelectual para entender o seu cariz marcadamente iniciático. É uma história onde nos revemos, pois  faz-nos  lembrar os medos da nossa infância e "as coisas perdidas" (até a própria infância) que dificilmente voltaremos a encontrar...



publicado por I.M. às 12:07
Em torno de livros e escritos. À volta de histórias e estórias...
Na Prateleira...
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Estou a ler...

Steven Saylor, Empire

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