Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

Faltam apenas doze dias para o Natal e vejo muita gente atarefada (e stressada) nas compras de presentes. De facto, fomos invadidos por uma onda crescente de consumismo que nos faz perder de vista o verdadeiro sentido daquilo que é o Natal. Por isso, e porque quero continuar a acreditar que o Natal é simples (ou não é Natal) lembrei-me desta obra que li há algum tempo. Não que seja o meu género de livro. Nem por isso. Mas merece um comentário, sobretudo porque nele encontrei esta simplicidade que se está a perder numa das mais belas quadras do ano…

 
 
Rosamunde Pilcher é uma escritora que mal conheço, mas com um estilo fluído e peculiar, ainda que previsível. No entanto, este não é um mau livro. A história em si não teria o menor interesse se não fosse pela importância que nela se dá à amizade para chegar ao amor. E não a um amor louco, típico da juventude, mas antes a um amor que demarca a linha da velhice: o solstício da vida dos protagonistas. O amor pausado, sereno…
Ao mesmo tempo promove o valor da amizade e a forma como ela pode ajudar a resolver alguns problemas do quotidiano. E no mundo fictício, os problemas podem resolver-se num ápice…
No romance, o amor é ele próprio o protagonista. Um amor que liga diferentes personagens e que afecta, sobretudo, as femininas Há um grande romantismo que envolve a trama, mas não é vazio nem gratuito.
A autora narra de forma agradável e convincente o estilo de vida campestre, no qual os dramas da vida se entrelaçam com descrições de prazeres simples como degustar uma simples salada acompanhada de um bom vinho e de paisagens agrestes da Cornualha ou da Escócia. E então, parece-nos ouvir o som das ondas, sentir a brisa marítima e notar a humidade do mar…De tal modo, que temos vontade de suspirar por uma vida pacata, na qual se dê importância ao que de verdade importa, prescindindo do supérfluo.
 


publicado por I.M. às 16:09
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