Quarta-feira, 04 de Fevereiro de 2009

"O que pode esconder...?'" - Este era um dos meus jogos de infância preferidos. Imaginava , para um espaço ou um objecto, mundos e fundos. Depois a minha mente tecia as histórias mais recambolescas e improváveis.

Quando li The Sugar Queen, a pergunta surgiu de imediato: "O que pode esconder um guarda-roupa?"

 

 


Ainda sem tradução em Português, este é um livro simples e doce sobre uma mulher que não sabe como viver.

Desenvolvido em treze capítulos de rebuçado, apresenta alguns traços comuns a Jardim Encantado (da mesma autora) . Mais uma vez, os membros de uma família partilham traços interessantes. Os homens Pelham não conseguem quebrar uma promessa. As mulheres Cirrini, de cabelo encaracolado, são mágicas... De repente, o livro enche-se desta magia inexplicável e de amor...

A partir daqui, está criado um moderno conto de fadas - numa escrita cativante polvilhada de açucar em pó. Uma história mágica, quase perfeita a captar as imperfeições... Um frasco de rebuçados cheio de personagens mágicas e aventuras místicas. Sim, porque o sobrenatural está lá: livros de auto-ajuda que surgem do nada, lágrimas que espalham flores tropicais...E transporta-nos com ele...Num caminho de sabores (e saboroso) directo a um mundo onde as coisas não são exactamente o que parecem.

Tal como uma tentadora caixa de bombons, que uma vez provada não se consegue pôr de lado, também este livro nos provoca. Uma sobremesa que sabemos ser demasiado doce, mas que devoramos da mesma maneira. Repleta de sagacidade, espalhando magia, aqui está uma enfeitiçante história sobre a amizade, o amor e as encantadoras possibilidades para cada novo dia.

" Os livros podem ser possessivos, não podem?"

 



publicado por I.M. às 16:27
Segunda-feira, 02 de Fevereiro de 2009

Aladino sempre exerceu sobre mim um enorme fascínio. Quase tão grande como o mistério encerrado na sua lâmpada. Por isso, quando o livro de Sepúlveda saiu, certifiquei-me de que a magia da sua arte de contar permanecia intacta. Tão intacta como a história de Aladino e do seu Génio...

 

 

 

Para resgatar do esquecimento momentos, lugares e existências surge A Lâmpada de Aladino. Uma lâmpada de onde saem, como por artes mágicas, doze contos magistrais. Alexandria, Ipanema, Hamburgo, Patagónia...constituem alguns dos cenários. Cada um destes textos é como se fosse um romance em miniatura, pois o autor dá vida a personagens inesquecíveis e as histórias fascinantes.

Promissores encontros que nunca terão lugar, histórias de amor que se arrastam no tempo, encontros com a morte no meio do bulício, velhos hotéis nos confins do planeta e...a muito mais assistimos, enquanto leitores.

Sem descanso, este viajante de palavras percorre caminhos sinuosos no território da imaginação. O seu sentido de "contar" - conciso e eficaz - o gosto pelas imagens e o grande dom da evocação permitem-lhe estilizar, com simplicidade, as coisas, os seres e os acontecimentos mais complexos.

Fruto desta simplicidade mágica, sucedem-se as histórias. Porque, como diz uma das personagens Enquanto os nomearmos e contarmos as suas histórias, os nossos mortos nunca morrem.

 

 

 



publicado por I.M. às 18:03
Em torno de livros e escritos. À volta de histórias e estórias...
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