Segunda-feira, 15 de Março de 2010

 

Também este foi um livro que me encontrou por acaso. Sem nada para ler, e porque acredito que os prémios ainda são atribuídos com base no critério da qualidade, caiu-me nas mãos este prémio “Primavera de Novela 2008”, sob a forma de um “nó”. Não resisti e tentei desfazê-lo. Não se trata de uma grande obra literária, mas de um romance que se vai descobrindo com agrado, como uma viagem de barco: com momentos de calmaria e momentos de tempestade tortuosa.
 
 
Esta foi uma leitura que me transportou à minha meninice quando, nos dias de Verão, lia sem parar. Era uma aventura dentro de outra… Só por isso, valeu a pena lê-lo!
Este livro é, também ele, um pouco como a minha leitura desses dias de Verão: aventura atrás de aventura. Estrutura-se em capítulos curtos que acabam, quase invariavelmente, com o protagonista metido em apuros. Tal como nos livros que eu lia. E faço-me, ainda hoje, a mesma pergunta: “o herói vai conseguir?” Aperto as mãos – para não deixar fugir a história – e acredito com todas as forças que sim.
Comecei por dizer que é um livro de aventuras. Mas é mais do que isso. É um romance histórico que consegue aquela proeza própria dos bons romances históricos – ensinar, deleitando. Juntem um aventureiro, algum mistério, um segredo bem guardado, a linguagem dos “nós” e uma princesa Inca. Fica o cenário pronto para que a aventura comece. E a lição também… E o romance é uma amena lição de História sobre o Império Inca e, sobretudo, sobre a sua escrita. Como estamos habituados a associar a escrita ao papel e aos livros, parece estranho a escrita em “nós” de cordas. Aí começa o fascínio… Mas é assim que está tecida a trama: como um manual de “quipus” (os nós incas que se converteram em sinal de identidade e num modo de linguagem).
Trata-se de um livro fácil de ler, misturando história e fantasia numa linguagem simples, directa e sem pretensões.


publicado por I.M. às 17:02
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