Segunda-feira, 02 de Fevereiro de 2009

Aladino sempre exerceu sobre mim um enorme fascínio. Quase tão grande como o mistério encerrado na sua lâmpada. Por isso, quando o livro de Sepúlveda saiu, certifiquei-me de que a magia da sua arte de contar permanecia intacta. Tão intacta como a história de Aladino e do seu Génio...

 

 

 

Para resgatar do esquecimento momentos, lugares e existências surge A Lâmpada de Aladino. Uma lâmpada de onde saem, como por artes mágicas, doze contos magistrais. Alexandria, Ipanema, Hamburgo, Patagónia...constituem alguns dos cenários. Cada um destes textos é como se fosse um romance em miniatura, pois o autor dá vida a personagens inesquecíveis e as histórias fascinantes.

Promissores encontros que nunca terão lugar, histórias de amor que se arrastam no tempo, encontros com a morte no meio do bulício, velhos hotéis nos confins do planeta e...a muito mais assistimos, enquanto leitores.

Sem descanso, este viajante de palavras percorre caminhos sinuosos no território da imaginação. O seu sentido de "contar" - conciso e eficaz - o gosto pelas imagens e o grande dom da evocação permitem-lhe estilizar, com simplicidade, as coisas, os seres e os acontecimentos mais complexos.

Fruto desta simplicidade mágica, sucedem-se as histórias. Porque, como diz uma das personagens Enquanto os nomearmos e contarmos as suas histórias, os nossos mortos nunca morrem.

 

 

 



publicado por I.M. às 18:03
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